Já estamos na terceira casa. E eu sei lá o que se passa. Começo agora a falar um pouco dos signos mais "problemáticos" comigo. Peixes.
A casa de peixes comigo tem uma história de casos bem-sucedidos específicos. Em geral as damas de peixes me enchem o saco pelo sentimentalismo excessivo e o que eu chamo de "complexo de Felícia" ( Tiny toons..."vou te amar e te abraçar e te apertar").
As exceções já sabem quem são e já me pegaram discutindo sobre como a casa é problemática. Ainda bem que existem ascendentes. Mesmo assim, me assusta o pensamento de alguém com a cólera chorona ao ser de peixes com ascendente em peixes. Mas vamos ao assunto do mesmo jeito.
As qualidades da pisciana aparecem muito na forma de amizade, são pessoas que seguem o princípio do "deixa quieto o que é dos outros...e deixe o meu também". São sonhadoras, mas ao contrário dos meus colegas de sagitário ou as tão faladas aquarianas, reconheço que não têm pressa para realizar seus objetivos. Nunca conheci uma pisciana que fosse "maluca". Elas podem querer ( e querem) passar esta imagem, mas adoram a segurança como uma vertente em suas vidas. Segurança no emprego. Segurança na família. E segurança nos relacionamentos.
Elas sabem cativar "esportivamente', mas em geral me dão sono. Não sei, conheci poucos casos de piscianas que sabem "sacudir" o mundo, mas não digo que são monótonas na área. Elas gostam do método ( de novo?) até mesmo para manter um nível de prazer dado e recebido. Pecam por esperarem cenas maravilhosas, coisas perfeitas...e isso não combina com alguém que infelizmente pode ter o defeito de ser carinhoso ao extremo em um dia e no outro acordar querendo matar o mundo com uma bomba H.
Vivi momentos tensos diante da delicadeza cristalina dos sentimentos de peixes. Minha inconstância é como um daqueles ônibus pau-de-arara transportanto um ovo farbegê. Dá merda.
Estatisticamente percebi que elas se dão muito bem com signos como virgem ou câncer, aquelas criaturas que "se acham foda e acham que todo mundo sabe disso pelo seu olhar 46".
Piscianas , não me entendam mal. Tive casos muito interessantes, mas raros com o signo. Me lembro de uma que era refém da idéia de quebrar o lado "sentimental" que todos insistiam e colocar sobre ela...mesmo que merecido. Era uma porra louca e ...não vou falar mais. Ficou a cena do "ir para cama por indicação"...o que pode ser muito legal no campo hipotético para o ego masculino...mas na real? Dói. É carência embalada com cinta-liga.
Os piscianos...vamos a eles. Tenho poucos amigos do signo. Esse lado meio melindroso me dá no saco. Acham que suas escolhas são as melhores e em geral odeiam minha forma "assertiva" de falar " legal" ou "que merda". Creio que , aos olhos dos piscianos, pareço ser uma espécie de ogro com dois diplomas, um milagre ou desastre da era moderna.
Meus amigos piscianos, lamento. Não dá para ter afinidade com todo mundo, né? Os que conheci não são bichinhas ( como adoram pintar o homem do signo), mas realmente têm uma natureza que inspira carreiras como "comentarista de filmes" ou "arquiteto". Devem encontrar grande respaldo na cultura francesa, como lugar de machos que já usaram maquiagem de casamento na era vitoriana.
Por fim, recomendo a pisciana como uma dama para acompanhá-lo, desde que nada de errado ocorra. Se tiveres humor variável, saiba que é uma relação com prazo de validade. Se você é grosso, problema. Mesmo assim, não se engane. O "bananismo" ( já leu este texto?) é algo que elas aceitam com o tempo...mas desgasta , até que uma hora você descobrirá que esta pacífica lady quer mais é se sentir mulher depois de estar segura de suas intenções.
Que venham os tomates me xingando...rs
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
As 12 casas: Ah, áries...
Seguindo minha série temática sobre signos, vou para aqueles que aniversariam depois de aquário, áries.
A minha primeira referência deste signo é meu irmão mais novo, que conviveu comigo desde os dias em que eu era um irmãozinho dois anos mais velho muito injusto. Não me perguntem, aos sete anos meu hobby era bater no braço dele incessantemente. Ele cresceu, ficou forte e passou.
São pessoas que sempre se mostraram resistentes a tudo e a todos, esses tais de arianos. Como meu viés é sempre feminino ( para tornar tudo mais interessante), vou colocar como se dá o meu contato com a casa dos teimosos mais simpáticos que conheço.
A única exceção negativa sobre este signo foi uma interesseira que conheci em Santos, logo...deixarei esta criatura de lado, pois não sei o que houve com ela. Só tive o prazer de ver a sua falta de graça ao me encontrar um dia de novo, acho que com vergonha de quem tentava ser algo que não era. Infelizmente, na idade jovem a ariana é muito influenciável pelas amigas que pegam a mão do jeito de "sugerir" rumos para os outros. Graças a Deus isso some quase que por completo a partir dos 25 anos. Não sou astrólogo, só um cara supersticioso. E assim acho que acerto mais para quem importa ( eu).
Agora indo para a página 2...(muito melhor)
As mulheres de áries têm uma história de amor e ignorância em relação ao meu jeito de ser. Faço piada com o signo lembrando com o mote "se você MANDAR respirar até a hora seguinte eles se matam por asfixia voluntária"...a mulher de áries gosta de gostar porque quer. Esqueçam o lance da conquista, fãs das mulheres de áries. Elas são conquistadas no dia-a-dia, como uma boa fruta deve ser cultivada sem muitas perguntas sobre quando dará frutos.
Isto funciona para a amizade e o amor. São mulheres de gênio simpático, acho que muito pacientes, pois em geral gargalham à larga com meu bom-humor de 9,90. Espertas, raramente me peguei explicando duas vezes a alguma ariana alguma piada ou indireta. Suas habilidades
"esportistas" são de fato um tanto imperativas, mesmo quando exercidas de forma amável, e o carinho é muito importante, o que balanceia a sua praticidade avessa aos nhé-nhé-nhés.
Preparam momentos mais que picantes com a naturalidade de quem é dona da situação, mas nunca me senti menos do que convidade de honra da cama que dividi com alguma ariana.
Gostam dos homens que falam a real, a sinceridade é quase tão valorizada por elas quanto pelas escorpianas, e o rancor ( graças à Deus) é um botão quase nunca apertado. São majestosas ouvindo o "sim" e o "não", mesmo que a segunda opção já tenha me dado a sensação de ser um "Brutus" da era moderna. Ledo engano.
A paciência de áries comigo é um tanto curta quando cometo alguma daquelas mancadas tão típicas, como esquecer datas ou ocasiões, mas ao perceberem que o lance não é na maldade, conseguem seguir em frente. Os homens, amigos, irmão e meu chefe também são assim. São de uma elasticidade sobre-humana quando o assunto é perdão, sempre com a regra de ouro da inspeção sobre "será que é verdade".
O que me atrai nestas mulheres é que têm um dom para manjar as pessoas. Meu irmão também é assim. Podem ser extremamente céticas, mas adoram suas capacidades "precognitvas" para "cheirar" o bem ou o mal. Quase nunca se enganam. Digo isso porque vi como foram espertas as mulheres que me conheceram em fases "evil" e também como mantenho ao meu lado uma convivência que encontra segurança na minha forma de proceder mais transparente.
Não deixaria de falar do ciúmes. Ah, não. Porque ariana é ciumenta sim, minha gente. O ciúmes para elas é assunto feio aos seus próprios olhos, por isso dão cabo de investigações e desconfianças por si mesmas. Isso irrita, pode dar um ar de "perseguição", mas pode cessar logo que toda CPI chega ao fim.
Mas eu sempre me dei bem com este signo, é engraçado. Quando brigo com eles, as coisas em geral acontecem pela teimosia que nega a veemência com que apresento fatos que não os agradam, até mesmo porque , embora eu concorde em sonhar acordado, pelo menos admito, ao passo que arianos chamam de "planejamento"...mas é sonho mesmo.
Para torcer um braço de áries é só dar tempo ao tempo. Dê seu recado ( se for o certo) e ele tomará o rumo que você apontou...mas porque ele(a) quer! rs ( claro...)
Diria que são pessoas para se manter por perto para tudo e todos. Se fossem um objeto, com certeza seriam uma daquelas facas militares para sobrevivência na selva, com bússola, tesourinha, lanterna e qualquer traquitana que você precise. A força de quem gosta da mão na massa é admirável para alguém tão 8-80 como eu. Eles conseguem atravessar momentos de crise fazendo piada, e as mulherem então, nem se fala. São atraentes pela forma como me envolvem com o carinho de quem quer cuidar mas não quer dependência. São quem carrega uma boa fama comigo de mulheres que gostam de mim sem alterações de conduta para conquistas. É para quem gosta da possibilidade de encontrar um par perfeito, que só vai te abandonar se você se alterar falsamente. Mesmo que seja para começar a abrir a porta do carro na hora desta dama entrar.
A minha primeira referência deste signo é meu irmão mais novo, que conviveu comigo desde os dias em que eu era um irmãozinho dois anos mais velho muito injusto. Não me perguntem, aos sete anos meu hobby era bater no braço dele incessantemente. Ele cresceu, ficou forte e passou.
São pessoas que sempre se mostraram resistentes a tudo e a todos, esses tais de arianos. Como meu viés é sempre feminino ( para tornar tudo mais interessante), vou colocar como se dá o meu contato com a casa dos teimosos mais simpáticos que conheço.
A única exceção negativa sobre este signo foi uma interesseira que conheci em Santos, logo...deixarei esta criatura de lado, pois não sei o que houve com ela. Só tive o prazer de ver a sua falta de graça ao me encontrar um dia de novo, acho que com vergonha de quem tentava ser algo que não era. Infelizmente, na idade jovem a ariana é muito influenciável pelas amigas que pegam a mão do jeito de "sugerir" rumos para os outros. Graças a Deus isso some quase que por completo a partir dos 25 anos. Não sou astrólogo, só um cara supersticioso. E assim acho que acerto mais para quem importa ( eu).
Agora indo para a página 2...(muito melhor)
As mulheres de áries têm uma história de amor e ignorância em relação ao meu jeito de ser. Faço piada com o signo lembrando com o mote "se você MANDAR respirar até a hora seguinte eles se matam por asfixia voluntária"...a mulher de áries gosta de gostar porque quer. Esqueçam o lance da conquista, fãs das mulheres de áries. Elas são conquistadas no dia-a-dia, como uma boa fruta deve ser cultivada sem muitas perguntas sobre quando dará frutos.
Isto funciona para a amizade e o amor. São mulheres de gênio simpático, acho que muito pacientes, pois em geral gargalham à larga com meu bom-humor de 9,90. Espertas, raramente me peguei explicando duas vezes a alguma ariana alguma piada ou indireta. Suas habilidades
"esportistas" são de fato um tanto imperativas, mesmo quando exercidas de forma amável, e o carinho é muito importante, o que balanceia a sua praticidade avessa aos nhé-nhé-nhés.
Preparam momentos mais que picantes com a naturalidade de quem é dona da situação, mas nunca me senti menos do que convidade de honra da cama que dividi com alguma ariana.
Gostam dos homens que falam a real, a sinceridade é quase tão valorizada por elas quanto pelas escorpianas, e o rancor ( graças à Deus) é um botão quase nunca apertado. São majestosas ouvindo o "sim" e o "não", mesmo que a segunda opção já tenha me dado a sensação de ser um "Brutus" da era moderna. Ledo engano.
A paciência de áries comigo é um tanto curta quando cometo alguma daquelas mancadas tão típicas, como esquecer datas ou ocasiões, mas ao perceberem que o lance não é na maldade, conseguem seguir em frente. Os homens, amigos, irmão e meu chefe também são assim. São de uma elasticidade sobre-humana quando o assunto é perdão, sempre com a regra de ouro da inspeção sobre "será que é verdade".
O que me atrai nestas mulheres é que têm um dom para manjar as pessoas. Meu irmão também é assim. Podem ser extremamente céticas, mas adoram suas capacidades "precognitvas" para "cheirar" o bem ou o mal. Quase nunca se enganam. Digo isso porque vi como foram espertas as mulheres que me conheceram em fases "evil" e também como mantenho ao meu lado uma convivência que encontra segurança na minha forma de proceder mais transparente.
Não deixaria de falar do ciúmes. Ah, não. Porque ariana é ciumenta sim, minha gente. O ciúmes para elas é assunto feio aos seus próprios olhos, por isso dão cabo de investigações e desconfianças por si mesmas. Isso irrita, pode dar um ar de "perseguição", mas pode cessar logo que toda CPI chega ao fim.
Mas eu sempre me dei bem com este signo, é engraçado. Quando brigo com eles, as coisas em geral acontecem pela teimosia que nega a veemência com que apresento fatos que não os agradam, até mesmo porque , embora eu concorde em sonhar acordado, pelo menos admito, ao passo que arianos chamam de "planejamento"...mas é sonho mesmo.
Para torcer um braço de áries é só dar tempo ao tempo. Dê seu recado ( se for o certo) e ele tomará o rumo que você apontou...mas porque ele(a) quer! rs ( claro...)
Diria que são pessoas para se manter por perto para tudo e todos. Se fossem um objeto, com certeza seriam uma daquelas facas militares para sobrevivência na selva, com bússola, tesourinha, lanterna e qualquer traquitana que você precise. A força de quem gosta da mão na massa é admirável para alguém tão 8-80 como eu. Eles conseguem atravessar momentos de crise fazendo piada, e as mulherem então, nem se fala. São atraentes pela forma como me envolvem com o carinho de quem quer cuidar mas não quer dependência. São quem carrega uma boa fama comigo de mulheres que gostam de mim sem alterações de conduta para conquistas. É para quem gosta da possibilidade de encontrar um par perfeito, que só vai te abandonar se você se alterar falsamente. Mesmo que seja para começar a abrir a porta do carro na hora desta dama entrar.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
12 casas do supersticioso: As águas de aquário
Quem bem me conhece sabe que sou um supersticioso de carteirinha. Pagando a minha língua no crediário, me tornei em parte o que minha mãe é ( mas ainda não idolatro 16 divindades diferentes).
A minha maior superstição foi inaugurada por algum imbecil que um dia me perguntou qual era o meu signo ( sagitário) e me afirmou , com toda a certeza do mundo: "Ah, você deve ser dar muito bem com gêmeos. Tem amigos de gêmeos, não?"
Eu ri, saí andando e depois descobri, estarrecido, que tinha geminianos como 80% das minhas amizades na época. Virei supersticioso ali, também agregando o valor aos signos em outras áreas, dentre elas o segundo assunto que mais me persegue dia e noite: a mulher.
Mas o texto é sobre você, que é de AQUÁRIO ( rádio AM!?!?).
Este é um signo que apareceu sempre de forma charmosa, com a graça de um daqueles gatos egípcios. As aquarianas, ao contrário dos companheiros do signo, são seres que convidam tudo e todos a se deliciarem com um passeio sobre suas imagens. São criaturas belas, no geral. Fato. Nunca conheci uma aquariana-- até mesmo as mais desprovidas de adjetivos diretos--que não soubessem acertar sua fagulha em um homem.
Mas não é só isso. Minha relação com este signo é pontuada pelos debates e eloquência, sendo que em geral tento manter a linha de fogo rebatendo as minhas fascinantes argumentadoras olímpicas. Sua capacidade de manter uma conversa é incrível, e isso é sentido justamente quando elas se tornam seres silenciosos, que da mesma forma que matam pela sutileza para o lado da atração, matam pelo silêncio. Me identifico e conheço os meandros desta conduta, talvez daí me irritar tanto quando sou vítima deste artifício.
São damas, e sabem mostrar que ciúmes pode ser algo muito...excitante se manifestado com classe. Uma lição para outros signos com fraqueza nesta área. Graças ao bom Deus, sempre me vi apoiado por elas em meus projetos, sejam eles artísticos ou inúteis, pois todas as aquarianas que conheci tem sonhos estratosféricos (;). Não que isso as impeça de criticá-lo.
Para não falar só de mulheres, deixo um parágrafo escondido aqui sobre os homens do signo, que são bon-vivants e pessoas que podem ser muito fúteis quando querem, vivendo sua faceta de conteúdo de forma muito reservada. Daí talvez eu encarar os poucos homens de aquário amigos que tenho como pessoas preocupadas com roupas, estilo e festas como ferramenta de auto-afirmação. Ironia é que conferi isso com amigos em Santos e São Paulo, o que cria mais uma teoria zilariana, coisa que eles adorariam argumentar e me ridicularizar por tal ato.
Voltanto às mulheres...
Em outras áreas, digamos assim...esportistas(rs)...são um ponto fraco para mim. As damas de aquário--como chamo quando conheço uma--são um perigo para a minha imaginação, tanto por toparem todas as maluquices quanto por saberem exercer o ato em si com uma propriedade toda especial. Não são as imperatrizes da cama no zodíaco, como tanto falam de escorpião, mas a forma como conseguem ser ativas e provocantes da primeira à última gota de suor fazem valer a pena tudo que se ouve contrário.
A escolha de argumentos verbalizada muitas vezes aparece na forma como se vestem. Sabem argumentar a convidar qualquer um a manter distância ou se render aos seus caprichos, daí um outro receio que às vezes aparece, pois sua capacidade de conquista me traz mesmo é inveja.
Mas nem tudo é lindo em minha relação com as águas de aquário, que parecem abrir magistralmente os meus verões...(risos)
Sempre tive de tomar cuidado com a minha impulsividade. Por ser do tipo que em geral pensa-não-pensa-mas-faz, não só deixo estes seres capciosos cravarem suas lâminas quando querem ferir, mas pego e puxo contra o corpo a ausência que sabem proporcionar, me tornando temporariamente um orgulhoso avesso à casa de quem aniversaria no começo do ano usando calcinhas que vão do bom-humor à boa e viciante sacanagem rodriguiana.
Assim sendo, acho que aquário sempre será uma constante em minha vida. São elas as matronas de histórias que marcam minha memória intelectual, sentimental e sexual com muita força, pois podem ter muitos defeitos, mas uma coisa elas são, inegavelmente:
Marcantes. Um drink doce, que de alguma forma consegue fazê-lo acreditar que 2 gotas de cianureto dão um sabor mais do que especial.
Até o próximo signo.
A minha maior superstição foi inaugurada por algum imbecil que um dia me perguntou qual era o meu signo ( sagitário) e me afirmou , com toda a certeza do mundo: "Ah, você deve ser dar muito bem com gêmeos. Tem amigos de gêmeos, não?"
Eu ri, saí andando e depois descobri, estarrecido, que tinha geminianos como 80% das minhas amizades na época. Virei supersticioso ali, também agregando o valor aos signos em outras áreas, dentre elas o segundo assunto que mais me persegue dia e noite: a mulher.
Mas o texto é sobre você, que é de AQUÁRIO ( rádio AM!?!?).
Este é um signo que apareceu sempre de forma charmosa, com a graça de um daqueles gatos egípcios. As aquarianas, ao contrário dos companheiros do signo, são seres que convidam tudo e todos a se deliciarem com um passeio sobre suas imagens. São criaturas belas, no geral. Fato. Nunca conheci uma aquariana-- até mesmo as mais desprovidas de adjetivos diretos--que não soubessem acertar sua fagulha em um homem.
Mas não é só isso. Minha relação com este signo é pontuada pelos debates e eloquência, sendo que em geral tento manter a linha de fogo rebatendo as minhas fascinantes argumentadoras olímpicas. Sua capacidade de manter uma conversa é incrível, e isso é sentido justamente quando elas se tornam seres silenciosos, que da mesma forma que matam pela sutileza para o lado da atração, matam pelo silêncio. Me identifico e conheço os meandros desta conduta, talvez daí me irritar tanto quando sou vítima deste artifício.
São damas, e sabem mostrar que ciúmes pode ser algo muito...excitante se manifestado com classe. Uma lição para outros signos com fraqueza nesta área. Graças ao bom Deus, sempre me vi apoiado por elas em meus projetos, sejam eles artísticos ou inúteis, pois todas as aquarianas que conheci tem sonhos estratosféricos (;). Não que isso as impeça de criticá-lo.
Para não falar só de mulheres, deixo um parágrafo escondido aqui sobre os homens do signo, que são bon-vivants e pessoas que podem ser muito fúteis quando querem, vivendo sua faceta de conteúdo de forma muito reservada. Daí talvez eu encarar os poucos homens de aquário amigos que tenho como pessoas preocupadas com roupas, estilo e festas como ferramenta de auto-afirmação. Ironia é que conferi isso com amigos em Santos e São Paulo, o que cria mais uma teoria zilariana, coisa que eles adorariam argumentar e me ridicularizar por tal ato.
Voltanto às mulheres...
Em outras áreas, digamos assim...esportistas(rs)...são um ponto fraco para mim. As damas de aquário--como chamo quando conheço uma--são um perigo para a minha imaginação, tanto por toparem todas as maluquices quanto por saberem exercer o ato em si com uma propriedade toda especial. Não são as imperatrizes da cama no zodíaco, como tanto falam de escorpião, mas a forma como conseguem ser ativas e provocantes da primeira à última gota de suor fazem valer a pena tudo que se ouve contrário.
A escolha de argumentos verbalizada muitas vezes aparece na forma como se vestem. Sabem argumentar a convidar qualquer um a manter distância ou se render aos seus caprichos, daí um outro receio que às vezes aparece, pois sua capacidade de conquista me traz mesmo é inveja.
Mas nem tudo é lindo em minha relação com as águas de aquário, que parecem abrir magistralmente os meus verões...(risos)
Sempre tive de tomar cuidado com a minha impulsividade. Por ser do tipo que em geral pensa-não-pensa-mas-faz, não só deixo estes seres capciosos cravarem suas lâminas quando querem ferir, mas pego e puxo contra o corpo a ausência que sabem proporcionar, me tornando temporariamente um orgulhoso avesso à casa de quem aniversaria no começo do ano usando calcinhas que vão do bom-humor à boa e viciante sacanagem rodriguiana.
Assim sendo, acho que aquário sempre será uma constante em minha vida. São elas as matronas de histórias que marcam minha memória intelectual, sentimental e sexual com muita força, pois podem ter muitos defeitos, mas uma coisa elas são, inegavelmente:
Marcantes. Um drink doce, que de alguma forma consegue fazê-lo acreditar que 2 gotas de cianureto dão um sabor mais do que especial.
Até o próximo signo.
A catraca está aberta.
Percebi que tinha me tornado em pouco tempo um mendigo por comentários. E o pior de tudo:
comentários sobre textos que não falam de baladas, não provocam alguém com xingamentos ou contam peripécias sexuais ligadas ao surfe.
Agora eu dou paz aos meus queridos amigos. Gente, esqueçam o comentário. Me liguem. Riam ou chorem sozinhos. Ou só apertem o "X", no canto superior direito.
A mudança com o contador é pequena, mas é um sofá para aqueles que me aconselhavam de que eu precisava de alguma forma mostrar a frequência no blog. Pronto. Não chegarei ao ponto de fazer apresentações em powerpoint com estudos de fluxo, porque fluxo é assunto amarelo e vermelho ( CETs e mulheres, respectivamente).
E vamos ao texto de hoje.
comentários sobre textos que não falam de baladas, não provocam alguém com xingamentos ou contam peripécias sexuais ligadas ao surfe.
Agora eu dou paz aos meus queridos amigos. Gente, esqueçam o comentário. Me liguem. Riam ou chorem sozinhos. Ou só apertem o "X", no canto superior direito.
A mudança com o contador é pequena, mas é um sofá para aqueles que me aconselhavam de que eu precisava de alguma forma mostrar a frequência no blog. Pronto. Não chegarei ao ponto de fazer apresentações em powerpoint com estudos de fluxo, porque fluxo é assunto amarelo e vermelho ( CETs e mulheres, respectivamente).
E vamos ao texto de hoje.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Escrita offline
Sabe quando um escritor fala sobre como está fudido?
Ele não está fudido/ocupado o suficiente. Eu estou.
Minha crônica:
Gente, fudeu.
Obrigado.
Ele não está fudido/ocupado o suficiente. Eu estou.
Minha crônica:
Gente, fudeu.
Obrigado.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
A vingança em algodão.
Uma coisa que me incomoda diariamente é como se tornou difícil a tarefa de me vestir. Nunca fui muito incomodado com isso, meus amigos que o digam, sabendo que muitas vezes repito implacavelmente uma peça, ou como chamo de "cachorro" o meu jeans, que é usado até a exaustão têxtil.
Mas as roupas são primas da balança, amigos. Elas são objetos cruéis quando o assunto é ganho ou perda de peso. E as minhas, já andam brigadas, ameaçando se tornar ex-namoradas da forma que possuo.
Avaliei recentemente o meu peso na balança. São 15kg acima da estratosfera. Mas isso se multiplica por dez quando eu vejo quantas peças me são proibidas. A minha urgência nesta área nasceu de uma camiseta verde que uma bela companhia escolheu comigo, um coringão que aceitou até 10 kg acima do desejado, mas agora demonstrou que eu fui muito longe. Me senti tentado a dizer : "Até tú, Brutus?"
É hora de reagrupar, ou melhor: matar os soldados adiposos extras. Como uma empresa diz ser o desejável, é hora de "enxugar'. Caso contrário, corro o risco de um motim de peças de algodão, linho e poliéster, que deixarão as suas diferenças tribais para me deixarem ou pior, me matarem à golpes de cabide, finalizando tudo em uma forca improvisada com uma arara e meias amarradas.
Um ponto positivo: Os casacos ainda se mostram firmes e fortes. Só preciso de uma aliança com os shorts e camisetas surradas para malhar, aí sim, minha vitória poderá se concretizar nesta guerra P/M/G.
Mas as roupas são primas da balança, amigos. Elas são objetos cruéis quando o assunto é ganho ou perda de peso. E as minhas, já andam brigadas, ameaçando se tornar ex-namoradas da forma que possuo.
Avaliei recentemente o meu peso na balança. São 15kg acima da estratosfera. Mas isso se multiplica por dez quando eu vejo quantas peças me são proibidas. A minha urgência nesta área nasceu de uma camiseta verde que uma bela companhia escolheu comigo, um coringão que aceitou até 10 kg acima do desejado, mas agora demonstrou que eu fui muito longe. Me senti tentado a dizer : "Até tú, Brutus?"
É hora de reagrupar, ou melhor: matar os soldados adiposos extras. Como uma empresa diz ser o desejável, é hora de "enxugar'. Caso contrário, corro o risco de um motim de peças de algodão, linho e poliéster, que deixarão as suas diferenças tribais para me deixarem ou pior, me matarem à golpes de cabide, finalizando tudo em uma forca improvisada com uma arara e meias amarradas.
Um ponto positivo: Os casacos ainda se mostram firmes e fortes. Só preciso de uma aliança com os shorts e camisetas surradas para malhar, aí sim, minha vitória poderá se concretizar nesta guerra P/M/G.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Contos de Cristian- Ficção
São Paulo, próximo ao metrô República.
Dona Regina se encolheu e abriu mão de pegar aquele elevador. O prédio tinha apenas seis andares, mas o elevador no pequeno prédio no centro paulistano era disputado, mesmo com o péssimo hábito de parar entre andares. A senhora, ex-síndica, não se lembrou disso quando o rapaz do apartamento 52 chegou em estado deplorável. Dava dó. Até mesmo comparado aos deploráveis que ali viviam.
Cristian não olhou para a velhota no elevador. As costelas doíam, e a bolsa esportiva que carregava disputava com sua mente para ver quem guardava mais problemas. A camisa social roubada escondeu o colete e o que deveria ser um coldre com munição. Melhor assim. Um prédio pode ser decadente, mas a violência explícita é assunto em qualquer lugar. Ele ainda quer morar ali. Quarto andar. O elevador pára.
Embora Cristian tenha apenas vinte e três anos, ele ganhou a chamada “coceira”. Ele sente o perigo como um bom cão de guarda, fruto dos seus tempos como pichador adolescente em Brasília. Bons tempos, quando temia apenas uns sopapos na orelha. Agora a coisa é mais séria.
Antes que a porta abrisse, ele pega da mala uma fita adesiva e prende sua pistola Glock no painel do elevador. Casualmente ele se encosta com a mão pronta para um saque no elevador, que graças à miséria não tem espelho para denunciar sua garantia de vida.
Lentamente, a porta se abre e revela alguém que não merece uma bala, mas todas as noites despreocupadas de prazer que Cristian não tem sequer o direito de imaginar: Lila.
--Oi—ela cumprimenta, tentando parecer ser só uma habitante do prédio.
--Hum—demais para a elasticidade de seu humor, por mais que quisesse, a hora não era apropriada.
Ela entra e se vira, sem perceber a mão cobrindo boa parte do painel.
--Você aperta o sexto pra mim?
--Claro—inacreditável, ela não dar bola para a posição desajeitada em que ele se encontra.
O caminho do elevador é curto, mas em 1973, quando fabricaram esta carroça de estrada vertical, tempo era um problema diferente. A viagem é vagarosa.
--Pode pegar de volta—ela revela, com um sorriso malicioso e olhos ternos, fixos no indicador de andares.
Cristian pára e pensa. Ela poderia estar em pânico. Foi uma baita cagada fazer essa manobra. Mas ele não podia se dar ao luxo de morrer sem uma arma na mão. Agora ele sente um ar de culpa e ao mesmo tempo de cumplicidade com a menina de 19 anos do andar abaixo ao dele.
--É, eu...—ridículo esconder a tensão do momento. Ela está no elevador com um idiota que pregou uma arma no painel...
--Olha, se eu fosse você guardava a Glock. O pessoal do Tinho já foi embora. Deu para ouvir os caras assustados falando ao telefone.
Cristian se impressiona como a menina sabe de tudo. Deveria ficar bravo por isso, mas se sentiu ainda mais próximo da menina. Desconversa disfarçando a alegria de saber que escapou por hoje:
--Como é que você sabe o que é um Glock?
Ela continua a olhar o elevador, que quase centímetro a centímetro pára, um andar acima apenas:
--Eu jogo CS.
--Sério. Olha, continua só no CS mesmo, essa vida é f...complicada.
--Eu sei. Meu irmão já teve a sua função, sabia?
--Como assim, minha função?
--Ele já foi “pescador profissional”—fala com a mesma calma de quem fala de uma profissão comum, como advogado ou médico.
A porta se abre. Aleluia. A tensão o mataria antes da dor nas costelas. Mesmo assim ele irrompe em meio ao silêncio de quem se fez ignorante ao que ela falava:
--E o que houve com ele? Cansou de trabalhar sozinho?—falou mais rápido do que imaginou a pergunta.
--Não. Ele morreu. Mas não estava sozinho. Você também não está.—finalmente ela o olhou e mostrou que os 19 anos eram quase como uma fachada para uma pessoa bem endurecida. A pele morena poderia passar a imagem de uma carioca morando em “sampa” que pouco faz da vida, mas ficou nítido que ela não faria nada no sexto andar. Ela só queria a pequena conversa, que de casual não tinha nada.
Agora era hora de voltar ao 52 e rezar para que o Beto estivesse livre hoje para praticar um pouco de “medicina antecipada”. As costelas quase gritam cada número do telefone do estudante da USP, e agora é só torcer para que ele esteja de pé.
São 2:30 da manhã de sábado, o nome dele é Cristian e falta muita coisa para ele poder viver sua vida.
(continua? post com "sim" ou "não")
Dona Regina se encolheu e abriu mão de pegar aquele elevador. O prédio tinha apenas seis andares, mas o elevador no pequeno prédio no centro paulistano era disputado, mesmo com o péssimo hábito de parar entre andares. A senhora, ex-síndica, não se lembrou disso quando o rapaz do apartamento 52 chegou em estado deplorável. Dava dó. Até mesmo comparado aos deploráveis que ali viviam.
Cristian não olhou para a velhota no elevador. As costelas doíam, e a bolsa esportiva que carregava disputava com sua mente para ver quem guardava mais problemas. A camisa social roubada escondeu o colete e o que deveria ser um coldre com munição. Melhor assim. Um prédio pode ser decadente, mas a violência explícita é assunto em qualquer lugar. Ele ainda quer morar ali. Quarto andar. O elevador pára.
Embora Cristian tenha apenas vinte e três anos, ele ganhou a chamada “coceira”. Ele sente o perigo como um bom cão de guarda, fruto dos seus tempos como pichador adolescente em Brasília. Bons tempos, quando temia apenas uns sopapos na orelha. Agora a coisa é mais séria.
Antes que a porta abrisse, ele pega da mala uma fita adesiva e prende sua pistola Glock no painel do elevador. Casualmente ele se encosta com a mão pronta para um saque no elevador, que graças à miséria não tem espelho para denunciar sua garantia de vida.
Lentamente, a porta se abre e revela alguém que não merece uma bala, mas todas as noites despreocupadas de prazer que Cristian não tem sequer o direito de imaginar: Lila.
--Oi—ela cumprimenta, tentando parecer ser só uma habitante do prédio.
--Hum—demais para a elasticidade de seu humor, por mais que quisesse, a hora não era apropriada.
Ela entra e se vira, sem perceber a mão cobrindo boa parte do painel.
--Você aperta o sexto pra mim?
--Claro—inacreditável, ela não dar bola para a posição desajeitada em que ele se encontra.
O caminho do elevador é curto, mas em 1973, quando fabricaram esta carroça de estrada vertical, tempo era um problema diferente. A viagem é vagarosa.
--Pode pegar de volta—ela revela, com um sorriso malicioso e olhos ternos, fixos no indicador de andares.
Cristian pára e pensa. Ela poderia estar em pânico. Foi uma baita cagada fazer essa manobra. Mas ele não podia se dar ao luxo de morrer sem uma arma na mão. Agora ele sente um ar de culpa e ao mesmo tempo de cumplicidade com a menina de 19 anos do andar abaixo ao dele.
--É, eu...—ridículo esconder a tensão do momento. Ela está no elevador com um idiota que pregou uma arma no painel...
--Olha, se eu fosse você guardava a Glock. O pessoal do Tinho já foi embora. Deu para ouvir os caras assustados falando ao telefone.
Cristian se impressiona como a menina sabe de tudo. Deveria ficar bravo por isso, mas se sentiu ainda mais próximo da menina. Desconversa disfarçando a alegria de saber que escapou por hoje:
--Como é que você sabe o que é um Glock?
Ela continua a olhar o elevador, que quase centímetro a centímetro pára, um andar acima apenas:
--Eu jogo CS.
--Sério. Olha, continua só no CS mesmo, essa vida é f...complicada.
--Eu sei. Meu irmão já teve a sua função, sabia?
--Como assim, minha função?
--Ele já foi “pescador profissional”—fala com a mesma calma de quem fala de uma profissão comum, como advogado ou médico.
A porta se abre. Aleluia. A tensão o mataria antes da dor nas costelas. Mesmo assim ele irrompe em meio ao silêncio de quem se fez ignorante ao que ela falava:
--E o que houve com ele? Cansou de trabalhar sozinho?—falou mais rápido do que imaginou a pergunta.
--Não. Ele morreu. Mas não estava sozinho. Você também não está.—finalmente ela o olhou e mostrou que os 19 anos eram quase como uma fachada para uma pessoa bem endurecida. A pele morena poderia passar a imagem de uma carioca morando em “sampa” que pouco faz da vida, mas ficou nítido que ela não faria nada no sexto andar. Ela só queria a pequena conversa, que de casual não tinha nada.
Agora era hora de voltar ao 52 e rezar para que o Beto estivesse livre hoje para praticar um pouco de “medicina antecipada”. As costelas quase gritam cada número do telefone do estudante da USP, e agora é só torcer para que ele esteja de pé.
São 2:30 da manhã de sábado, o nome dele é Cristian e falta muita coisa para ele poder viver sua vida.
(continua? post com "sim" ou "não")
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